Balada das Damas de Outrora

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François Villon. Federico Cantu
Ballade des dames du temps jadis

Escrito por François Villon

em 1461, depois

de sua libertação sob

uma anistia e antes

uma nova prisão

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A Dama e o Unicórnio. Tato
Dictes-moy où, n’en quel pays

Dizei-me onde, e em que país,

Está Flora, a bela romana;

Arquipíada, e Taís,

Que foi sua prima germana;

 

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A Dama e o Unicórnio. Paladar
Echo, parlant quand bruyt

Eco, falando quando se faz

barulho sobre rio ou lago,

Quem beleza tinha muito

mais que humana?

Mas onde estão

as neves de antanho!

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A Dama e o Unicórnio. Audição
Semblablement, où est la royne

Similarmente, onde está

a rainha que ordenou que

Buridan fosse arremessado

num saco ao Sena?

Mas onde estão

as neves de antanho!

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A Dama e o Unicórnio. Visão
La royne Blanche comme lis

A rainha Branca como

um lírio, que cantava

com voz de sereia;

Berta Pé-Grande, Beatriz, Alix;

Eremburga que tinha o Maine,

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A Dama e o Unicórnio. Ao meu único desejo
Et Jehanne, la bonne Lorraine

E Joana, a boa Lorena,

Que os ingleses

queimaram em Ruão;

Onde elas estão,

Virgem soberana?

Mas onde estão

as neves de antanho!

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Dame Montmartre. Autor desconhecido
Prince, n'enquerez de sepmaine

Príncipe, não pergunteis

na semana onde elas estão,

nem neste ano, para que

não leveis de volta este refrão:

Mas onde estão

as neves de antanho!